O “Impacto Esperança” está mobilizando membros da Igreja Adventista em toda a América do Sul. Em Belém (PA) uma iniciativa de um membro da Associação Baixo Amazonas (ABA) vai levar a mensagem de esperança através do tato a um público seleto. Isabel Marques Morey – adventista há 40 anos – trabalha a sete anos na Unidade Estadual Especializada José Álvares de Azevedo (UEES), como professora e adaptadora para alunos cegos e ledora para os de baixa visão.
Há três anos ao visitar a igreja adventista no bairro do Marco, em Belém, Isabel observou um jovem cego que estava na escola sabatina com muita dificuldade porque não tinha material nenhum apropriado para a sua aprendizagem. Ao ver a situação do rapaz ela começou a adaptar a lição da escola sabatina para Braille (Sistema de escrita em relevo) e entregar para ele, e também acompanhá-lo nos estudos. Ela já havia adaptado 29 livros completos em português da alfabetização à universidade, e outros materiais religiosos a pedidos dos seus alunos, mas ainda não havia feito nada relacionado à literatura Adventista. Interessada em compartilhar também o conteúdo dos livros de Ellen G. White, a professora adventista adaptou todo o livro “Esperança para Viver”, que resultou em dois volumes de 120 páginas cada um.
Quando foi lançado o Impacto Esperança, Isabel não teve dúvidas sobre qual seria a sua parcela de colaboração. Ela não perdeu tempo e adaptou o folheto do projeto para o Braille. No total são cinco páginas em alto relevo falando sobre a esperança que é Jesus. Isabel já tem mais de 10 pessoas para quem vai entregar o folheto em Braille no dia seis de setembro. “Eu vejo a alegria com que essas pessoas reagem ao receber o material adaptado. Eu também fico satisfeita e realizada porque me sinto mais útil em ajudar na manutenção da fé de um cristão com essa deficiência”, concluiu Isabel.
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